terça-feira, 19 de julho de 2011

Anorexia






O que é?

Essencialmente é o comportamento persistente que uma pessoa apresenta em manter seu peso corporal abaixo dos níveis esperados para sua estatura, juntamente a uma percepção distorcida quanto ao seu próprio corpo, que leva o paciente a ver-se como "gordo". Apesar das pessoas em volta notarem que o paciente está abaixo do peso, que está magro ou muito magro, o paciente insiste em negar, em emagrecer e perder mais peso. O funcionamento mental de uma forma geral está preservado, exceto quanto a imagem que tem de si mesmo e o comportamento irracional de emagrecimento.
O paciente anorético costuma usar meios pouco usuais para emagrecer. Além da dieta é capaz de submeter-se a exercícios físicos intensos, induzir o vômito, jejuar, tomar diuréticos e usar laxantes.
Aos olhos de quem não conhece o problema é estranho como alguém "normal" pode considerar-se acima do peso estando muito abaixo. Não há explicação para o fenômeno mas deve ser levado muito a sério pois 10% dos casos que requerem internação para tratamento (em hostpital geral) morrem por inanição, suicídio ou desequilíbrio dos componentes sanguíneos.



Como é o paciente com anorexia?


O paciente anorético só se destaca pelo seu baixo peso. Isto significa que no seu próprio ambiente as pessoas não notam que um determinado colega está doente, pelo seu comportamento. Mas se forem juntos ao restaurante ficará evidente que algo está errado. O paciente com anorexia não considera seu comportamento errado, até recusa-se a ir ao especialista ou tomar medicações. Como não se considera doente é capaz de falar desembaraçadamente e convictamente para os amigos, colegas e familiares que deve perder peso apesar de sua magreza. No começo as pessoas podem até achar que é uma brincadeira, mas a contínua perda de peso apesar da insistência dos outros em convencer o paciente do contrário, faz soar o alarme. Aí os parentes se assustam e recorrem ao profissional da saúde mental.
Os pacientes com anorexia podem desenvolver um paladar estranho ou estabelecer rituais para a alimentação. Algumas vezes podem ser flagrados comendo escondidos. Isto não invalida necessariamente o diagnóstico embora seja uma atitude suspeita.
Depois de recuperado o próprio paciente, já com seu peso restabelecido e com a recordação de tudo que se passou não sabe explicar porque insistia em perder peso. Na maioria das vezes prefere não tocar no assunto, mas o fato é que nem ele mesmo concorda com a conduta insistente de emagrecer. Essa constatação no entanto não garante que o episódio não volte a acontecer. Depois de recuperados esses pacientes retornam a sua rotina podendo inclusive ficar acima do peso.
Há dois tipos de pacientes com anorexia. Aqueles que restringem a alimentação e emagrecem e aqueles que têm episódios denominados binge. Nesses episódios os pacientes comem descontroladamente até não agüetarem mais e depois vomitam o que comeram. Às vezes a quantidade ingerida foi tão grande que nem é necessário induzir o próprio vômito: o próprio corpo se encarrega de eliminar o conteúdo gástrico. Há casos raros de pacientes que rompem o estômago de tanto comerem.







Qual o curso dessa patologia?

A idade média em que surge o problema são 17 anos. Encontramos muitos primeiros episódios entre os 14 e os 18 anos. Dificilmente começa depois dos 40 anos. Muitas vezes eventos negativos da vida da pessoa desencadeiam a anorexia, como perda de emprego, mudança de cidade, etc. Não podemos afirmar que os eventos negativos causem a doença, no máximo só podemos dizer que o precipitam. Muitos pacientes têm apenas um único episódio de anorexia na vida, outros apresentam mais do que isso. Não temos por enquanto meios de saber se o problema voltará ou não para cada paciente: sua recidiva é imprevisível. Alguns podem passar anos em anorexia, numa forma que não seja incompatível com a vida mas também sem restabelecer o peso ideal. Mantendo-se inclusive a auto-imagem distorcida. A internação para a reposição de nutrientes é recomendada quando os pacientes atingem um nível crítico de risco para a própria saúde.



Sobre quem a anorexia costuma incidir?

As mulheres são largamente mais acometidas pela anorexia, entre 90 e 95% dos casos são mulheres. A faixa etária mais comum é a dos adultos jovens e adolescentes podendo atingir até a infância, o que é bem menos comum. A anorexia é especialmente mais grave na fase de crescimento porque pode comprometer o ganho esperado para a pessoa, resultando numa estatura menor do que a que seria alcançada caso não houvesse anorexia. Na fase de crescimento há uma necessidade maior de ganho calórico: se isso não é obtido a pessoa cresce menos do que cresceria com a alimentação normal. Caso o episódio dure poucos meses o crescimento pode ser compensado. Sendo muito prolongado impedirá o alcance da altura geneticamente determinada. Na população geral a anorexia atinge aproximadamente 0,5%, mas suspeita-se que nos últimos anos o número de casos de anorexia venha aumentando. Ainda é cedo para se afirmar que isto se deva ao modelo de mulher magra como o mais atraente, divulgado pela mídia, esta hipótese está sendo extensivamente pesquisada. Para se confirmar se a incidência está crescendo são necessários anos de estudo e acompanhamento da incidência, o que significa um procedimento caro e demorado. Só depois de se confirmar que o índice de anorexia está aumentando é que se poderá pesquisar as possíveis causas envolvidas. Até bem pouco tempo acreditava-se que a anorexia acontecia mais nas sociedades industrializadas. Na verdade houve falta de estudos nas sociedades em desenvolvimento. Os primeiros estudos nesse sentido começaram a ser feitos recentemente e constatou-se que a anorexia está presente também nas populações desfavorecidas e isoladas das propagandas do corpo 
magro.



Tratamento

O tratamento da anorexia continua sendo difícil. Não há medicamentos específicos que restabeleçam a correta percepção da imagem corporal ou desejo de perder peso. Por enquanto as medicações têm sido paliativos. As mais recomendadas são os antidepressivos tricíclicos (possuem como efeito colateral o ganho de peso). Os antidepressivos inibidores da recaptação da serotonina têm sido estudados mas devem ser usados com cuidado uma vez que podem contribuir com a redução do apetite. É bom ressaltar que os pacientes com anorexia têm o apetite normal, ou seja, sentem a mesma fome que qualquer pessoa. O problema é que apesar da fome se recusam a comer. As psicoterapias podem e devem ser usadas, tanto individuais como em grupo ou em família.A indicação dependerá do profissional responsável. Por enquanto não há uma técnica especialmente eficaz. Forçar a alimentação não deve ser feita de forma rotineira. Só quando o nível de desnutrição é ameaçador. Forçar alimentação significa internar o paciente e fornecer alimentos líquidos através de sonda naso-gástrica. Geralmente quando se chega a isso torna-se necessário também conter (amarrar) o paciente no leito para que ele não retire a sonda.




Abaixo segue um video sobre Anorexia:




BY: Raade  Saldanha


FONTE: PSICOSITE

Agorafobia





O que é? 


A agorafobia é o comportamento de evitação provocados por lugares ou situações onde o escape seria difícil ou embaraçoso caso se tenha uma crise de pânico ou algum mal estar.


Características


A relação entre a agorafobia e o pânico é muito próxima. Existe transtorno do pânico sem agorafobia, mas a agorafobia sem pânico é rara, havendo até mesmo quem afirme que não existe agorafobia isoladamente. De 1/3 a 1/2 dos pacientes com pânico apresentam agorafobia. As crises de pânico são bastante desagradáveis, mas não afetam o ritmo de vida como a agorafobia faz: torna os pacientes dependentes de outras pessoas para sair de casa e fazer as coisas mais elementares como comprar um pão na padaria. A agorafobia pode impedir o paciente de ir ao trabalho, ao médico, de ajudar quem dele precisa. Pode até impedir o paciente de comparecer a ocasiões especiais como o casamento do próprio filho. A agorafobia pode tanto se manifestar de forma específica ou generalizada como sair de casa. Os lugares específicos mais freqüentemente atingidos pela a agorafobia são os túneis, passarelas, pontes, avenidas largas ou rodovias; pode se manifestar pelo medo de multidões como nos shopping centers, restaurantes, filas, cinemas, teatros, elevadores. A limitação eventual incomoda pouco, mas quando atinge locais essenciais como ônibus, carros, metrô ou trens a vida do paciente fica bem mais comprometida. Toda essa dificuldade sempre é superada pela companhia de alguém: às vezes basta uma criança como companhia para o agorafóbico sentir-se tranqüilo. Por causa da necessidade de companhia, a agorafobia interfere na dinâmica da família. Há pacientes que não toleram ficar sozinhos em casa, precisando ou exigindo a presença de alguém. Este tipo de problema provoca irritação nos parentes que quando não conhecem o problema passam a hostilizar ou ridicularizar o paciente que sofre com sua ansiedade e com a incompreensão. Quando o tratamento não é feito ou não é conhecido, o paciente realmente depende da presença de outras pessoas, e surge com isso um sentimento de culpa por estar interferindo na vida dos outros e ao mesmo tempo uma inconformidade com essa situação incontrolável é incompreensível para o próprio paciente. A impossibilidade de solucionar o problema leva o paciente a pensar em suicídio e a desenvolver um quadro depressivo.





Diagnóstico


Para a realização do diagnóstico basta a existência do comportamento marcante de evitação de determinados locais (que são sempre os mesmos) por medo de passar mal, ter um ataque de pânico (quando o paciente sofre de pânico também) ou de ter os sintomas parecidos a um ataque de pânico, sem que nada de errado tenha acontecido nesse local com esse paciente. Ter medo de passar em túneis porque uma vez acidentou-se no seu interior não pode ser classificado como agorafobia: trata-se mais provavelmente de estresse pós-traumático. Um ataque de pânico não pode ser considerado um trauma ainda que os ataques sejam fortes. A agorafobia pode resultar de uma crise de pânico ocorrida dentro de um túnel, mas nem todas as crises dentro de túneis provocam  medo de passar por eles, e nem todas as agorafobias por túneis são devido a crises de pânico dentro de túneis. Um paciente pode ter crises em casa, na rua e nunca ter tido dentro de um túnel, mas por acreditar que poderá ter uma crise no túnel fazemos o diagnóstico de agorafobia.


Tratamento


A agorafobia é um transtorno resistente às medicações: ou ela remite espontaneamente ao longo do tempo, paralelamente ao tratamento dos transtornos relacionados com o pânico como a depressão, ou ela permanece. A terapia cognitiva comportamental é a única técnica eficaz conhecida para tratar a agorafobia.


Abaixo segue um video de Agorafobia:



                   
                                                                         Parte 1
Parte 2




BY : Raade Saldanha


FONTE: PSICOSITE

Novo tema

Olá pessoal,aqui no meu blog eu ja falei de muitas doenças causadas no nosso cérebro.Doenças das quais vocês nunca ouviram falar ou até mesmo doenças em que vocês tem um parente em tal situação,mas a partir de hoje no meu blog eu vou falar sobre doenças mentais e psicológicas e espero que todos gostem do tema que será abordado por mim aqui.
Meu nome é Raade Saldanha e estou sempre a disposição de quem gosta do mesmo tema que eu,beijos.



BY: Raade Saldanha

domingo, 17 de julho de 2011

Nosso cérebro busca padrões


Jerry Andrus, assim como o fabuloso James Randi, é um mago, ilusionista e cético que gosta de brincar com os efeitos ópticos, ou como Neil de Grasse Tyson costuma chamá-los, "falhas do cérebro". Este pequeno vídeo de 13 segundos constitui um dado realmente significativo à hora de entender como funciona nosso cérebro. Não importa que a verdadeira disposição do cubo seja impossível. Não importa que tenhamos diante de nossos narizes a realidade. Não importa que comprovemos que é um efeito óptico baseado em uma determinada posição da câmera.

 


E não importa porque nosso cérebro evoluiu buscando padrões. Olhem a foto logo abaixo com a disposição real do cubo e voltem a ver o vídeo: Seguiremos buscando o padrão, uniremos os pontos e irremediavelmente seguiremos vendo o que não existe.

Olhamos as nuvens e encontramos nelas ursos, dragões ou cavalos, olhamos uma parede e encontramos caras e figuras em suas rugosidades, olhamos pontos disseminados a esmo e encontramos animais, pessoas, silhuetas...
Nosso cérebro busca patrões
E não é de todo ruim que nosso cérebro busque padrões. Esse comportamento inserido como um software com um bug ao longo dos anos, nos ajudou a sobreviver e a chegar até aqui. Podemos dizer que nosso cérebro nos engana, ainda que seja para nosso bem.

Buscar padrões é a resposta natural de nossa mente a um fato que lhe desagrada: o desconhecimento. Nosso cérebro não gosta de "não saber". Busca resposta e em muitas ocasiões faz sob o argumentum ad ignorantiam. Prefere uma solução rápida ante uma situação de desconhecimento, é o mesmo princípio que faz com que as pessoas prefiram acreditar em detrimento de raciocinar.



Por isso é mais fácil achar que duvidar. Nosso cérebro encontra mais fácil a crença do que a ciência. Por isso usamos inconscientemente falácias e por isso o pensamento crítico, a dúvida e o ceticismo representam um trabalho extra, um treinamento mental, um esforço adicional à rápida resposta natural de nosso software buscador de padrões.


Leia mais em: Nosso cérebro busca padrões - Metamorfose Digital http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=18324#ixzz1SPsgzoSn



BY: Raade Saldanha

quarta-feira, 13 de julho de 2011

VERTIGEM



Sinônimos e Nomes Populares:
As palavras e expressões usadas pelos pacientes para descrever distúrbios associados ao equilíbrio são variadas e surpreendentemente vagas. Vão desde queixas de "turvação visual", "visão dupla", "ficar zonzo" 
até: zonzeira, tontura, tonteira, perda dos sentidos, fraqueza.

O que é?

É a ilusão de movimento do corpo ou do ambiente algumas vezes definida adicionalmente como rotatória ou unidirecional. Freqüentemente é associada com outros sintomas como impulsão (sensação do corpo empurrado ou arremessado para o espaço), osciloscopia (ilusão visual de movimento para frente e para trás), náuseas, vômitos, ataxia de marcha.

Como se desenvolve ou se adquire?

Trata-se de um sintoma comum, associado a uma série de patologias possíveis de serem ditas como causadoras do processo. Podem ser:
periféricas
 
vertigem posicional benigna
neuronite vestibular
doença de Ménière
infecção
vasculopatias: isquemia arterial cerebelar anterior inferior
tumor: neuroma do acústico
toxinas: aminoglicosídeos, álcool, salicilatos
traumatismo
central
 
doença vascular: isquemia e infarto sistema vertebro-basilar
enxaqueca
esclerose múltipla
tumor do tronco cerebral

O que se sente?

A vertigem é definida como a experiência consciente de um movimento giratório; os pacientes percebem uma anormalidade do equilíbrio, achando-a desagradável; eles podem descrever a si mesmos ou ao ambiente como se movendo, rodando, inclinando-se; por vezes, de início súbito, acompanhado de náuseas e vômitos.

Como o médico faz o diagnóstico?

Pela história clínica do paciente (anamnese), devendo prestar atenção ao início e à duração dos sintomas, aos episódios recorrentes, posição, zumbido nos ouvidos, perda auditiva.
Pelo exame neurológico, testes de audição, testes de campo visual, ataxia, disartria, diplopia, anormalidades de nervos cranianos.
Por estudos de investigação: exames de sangue (deficiência de vitamina B12, diminuição níveis hormonais); exame do líquor (aumento de proteínas, tumores, polineuropatias, infecção); exames de imagem (tomografia de encéfalo, ressonância magnética de encéfalo); por audiometria, eletronistagmografia, resposta evocada auditiva.


Como se trata?

Depende de suas causas e de acordo com a intensidade dos sintomas. Geralmente utilizam-se drogas como os anti-histamínicos, anticolinérgicos, fenotiazínicos.
Medidas gerais como se deitar, fazer relaxamento, evitar movimento extremo da cabeça, fixação do olhar ajudam a aliviar os sintomas.
Se houver persistência dos sintomas (vertigem, desequilíbrio), o paciente poderá se tornar incapacitado, podendo o tratamento proposto não ter sido benéfico ou ter falhado. Este tipo de paciente é candidato a uma reabilitação vestibular cujos objetivos estão na diminuição da ocorrência de vertigem, melhora da função dinâmica diária, restauração da auto-estima.
Esta reabilitação consiste em exercícios para habituar o padrão vestibular, exercícios de equilíbrio, de coordenação do paciente.


BY: Raade Saldanha

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Hemiparesia

Hemiparesia é a paralisia parcial de um lado do corpo. Geralmente é causado por lesões da área corticospinal que corre abaixo dos neurônios corticais do lobo frontal para os neurônios motores da coluna vertebral, que é responsável pelos movimentos dos músculos do corpo e seus membros. Também se pode ocorrer essa doença em caso de complicação no parto de uma criança na hora de seu nascimento.
Atualmente, não há cura, apenas tratamento para que essa paresia não venha atrapalhar a vivência diária da pessoa. mas cientistas pesquisam algumas formas através das células tronco.
Hemiplegia é semelhante a hemiparesia, mas hemiparesia é considerado menos severo.
                                                            
          
              

            By :  Líbina Carvalhoy

domingo, 10 de julho de 2011

MENINGITE




O que é?

Meningite (MGT) é uma infecção das membranas (meninges) que recobrem o cérebro por elementos patológicos como: vírus, bactérias, fungos ou protozoários. Quando ocorrer comprometimento concomitante do tecido cerebral, pode ser denominado de meningoencefalite.

Como se adquire?

A aquisição da infecção está relacionada ao tipo de germe associado. Geralmente, pode estar associado a um quadro infeccioso respiratório, podendo ser viral ou bacteriano, otites (infecção do ouvido) , amigdalites (infecção na garganta), trauma cranioencefálico (germes colonizadores da cavidade nasal podem adentrar a cavidade craniana e contaminar as meninges). Estados de imunossupressão, como aqueles desencadeados pela infecção pelo HIV, podem tornar o indivíduo mais suscetível a apresentar este tipo de doença, principalmente quando a meningite for desencadeada por fungos ou protozoários.


O que se sente?

O quadro clínico da MGT é caracterizado por: cefaléia intensa, náuseas, vômitos e certo grau de confusão mental. Também há sinais gerais de um quadro infeccioso, incluindo febre alta, mal-estar e até agitação psicomotora. Além disso, podemos observar a tradicional “rigidez de nuca”, um sinal de irritação meníngea. Em crianças, o diagnóstico pode ser mais difícil, principalmente nas menores, pois não há queixa de cefaléia e os sinais de irritação meníngea podem estar ausentes. Nelas, os achados mais freqüentes são: febre, irritabilidade, prostração, vômitos, convulsões e até abaulamento de fontanelas.

Como o médico faz o diagnóstico?

O diagnóstico é feito pela anamnese e exame físico completo do paciente. A confirmação diagnóstica das meningites é feita pelo exame do líquor, o qual é coletado através de uma punção lombar (retirada de líquido da espinha). Exames de imagem, sobretudo a tomografia de crânio, não são exames de escolha para o diagnóstico das meningites, mas são indicados quando há alteração focal no exame neurológico, ou se há sinais de hipertensão intracraniana (dor de cabeça, vômitos e confusão mental), ou crises convulsivas, no início do quadro, sem sinais infecciosos gerais.


Como se trata?

O tratamento das meningites agudas é considerado uma emergência, principalmente se a suspeita etiológica for bacteriana. Ele deve ser iniciado o mais rápido possível e com antibióticos administrados via endovenosa, pois o paciente corre o risco de vida e de apresentar seqüelas graves nestes casos. Na suspeita de meningite crônica, como aquela provocada pela tuberculose, o tratamento pode ser administrado via oral, sendo que o mesmo se prolonga por semanas.

Como se previne?

A prevenção é possível nos casos diagnosticados e com certeza da doença. O uso de máscaras e a profilaxia com antibiótico podem prevenir a meningite das pessoas que estiverem em contato próximo a um paciente que esteja com a infecção. 

Abaixo segue um vídeo sobre a meningite:



BY: Raade Saldanha